quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

MST, VIA CAMPESINA, HUGO CHAVES . . . MEU DEUS!!!

Durante a realização do Fórum Social de Carajás, entre 25 e 26 de janeiro no município de Parauapebas, 120 pessoas de vários cantos do mundo devem participar do lançamento da pedra fundamental do Instituto Latino-Americano de Agroecologia. Em especial jornalistas estrangeiros.

O lançamento está previsto para ocorrer na amanhã do dia 26, no projeto de assentamento Palmares. Aleida Guevara, José Bové, ambientalista francês e Mônica Baltodano, militante nicaraguense devem prestigiar o evento.

PROTOCOLO DE INTENÇÕES

50 hectares do projeto de assentamento Palmares, localizado no município de Parauapebas, fazem parte do protocolo de intenções assinado ano passado para a construção da estrutura física do Instituto.

A construção do Instituto integra a agenda de ação da Via Campesina no sentido da construção de um modelo de educação libertadora. A iniciativa tem como inspiração as experiências já existentes na Venezuela e no município de Lapa, no Paraná.

O protocolo foi assinado em 2008 quando da visita do presidente da Venezuela, Hugo Chavez ao Brasil. O documento foi celebrado entre o governo venezuelano, o governo do Pará, a prefeitura de Parauapebas e o MST.

O Instituto de Agroecologia será dedicado ao bioma Amazônia, esclarece Ulisses Manaças, militante do MST no Pará e membro da coordenação nacional.

A princípio a prioridade é dedicar o espaço a filhos e filhas de camponeses dos nove países que integram a Pan-Amazônia. Manaças informa que com o decorrer do planejamento haverá aprofundamento do diálogo com as universidades locais.

MAIS ESCOLA

Uma outra iniciativa no campo da educação é a Escola Agrotécnica a ser construída também num projeto de assentamento do MST, o 26 de Março. O PA foi criado após quase uma década de ocupação da fazenda Cabaceiras, no município de Marabá, sudeste do Pará.

A presente fase descortina uma nova etapa do processo de luta pela terra na região considerada uma das mais tensas do país.

Se nas décadas de 1970 e 1980 a inquietação camponesa se concentrava na conquista da terra, o instante vivido indica um cenário de preocupação sobre o modelo de desenvolvido a ser o orientador da agricultura camponesa na região, a agroecologia.

A escola é a primeira estrutura a ser erguida quando do processo de ocupação de um latifúndio. Com isso milhares de pessoas conseguiram sair do analfabetismo e mesmo chegar a um curso superior.
Tais ações do campo da educação nunca são pautadas pela imprensa considerada grandalhona.

Novidade? Ainda na década de 1980 uma associação entre a Universidade Federal do Pará (UFPA) e alguns sindicatos de trabalhadores rurais da região deu vida ao Centro Agro-Ambiental do Tocantins (CAT).

O CAT pode ser considerado como o embrião da Escola Família Agrícola (EFA), com sede em Marabá. A EFA adota a metodologia da alternância, onde os períodos na escola são divididos com a vivência no campo. O professor Jean Hébette, com mais de 30 anos de pesquisa na região foi um dos protagonistas da experiência.

Fonte: Furo

5 comentários:

Claudio disse...

zé dudú não trai suas origens..quem nasceu para aplaudir latifundiário,tem mais é que invocar o santo nome de Deus, quando observa as classes trabalhadoras se organizando..

Anônimo disse...

Classe trabalhadora???

Zé Dudu disse...

Olha a última que a "Classe Trabalhadora organizada" executou:

Do blog do Brasiliense -

Incentivados por um vereador do PT, ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, um grupo de sem-terra invadiu na quinta-feira a fazenda Fonseca, a seis quilômetros do centro de Anapu, na Transamazônica, considerada modelo pela própria secretaria estadual de Meio Ambiente (SEMA) e uma das poucas da região que mantêm a reserva legal com 80% da floresta preservada. O receio dos proprietários da fazenda é que os sem-terra aproveitem a invasão orquestrada para derrubar parte da reserva legal e vender a madeira nobre para serrarias ilegais que operam em Anapu. E tudo isso no Pará, supostamente Terra de Direitos.

Ácido puro disse...

Pra isso a classe trabalhadora se organiza bem.

Anônimo disse...

Não esqueça que as décadas de 70,80 e 90 foram palcos de intensa grilagem de terras no sudeste e sul do Pará e matança de colonos e u que muitas das fazendas da região são frutos dessas "nobres" ações de pecuaristas "honestos" que continuam a lezar os cofres públicos ou desviando recursos de investimentos públicos ou sonegando impostos e a matar trabalhadores do campo. Você precisa estudar mais a história regional para saber que o CAT foi uma das mais importantes instituição de pesquisa reconhecida internacionalmente, portanto, poupe a sua ioronia quando falar de coisas sérias.
Henrique CL