sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

IML divulga relatório de 2008

O Instituto de Medicina Legal (IML) do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”, regional do sul e sudeste do Pará, com sede em Marabá, bateu todos os recordes de procedimentos no ano passado, em relação ao ano de 2007.

As necropsias de vítimas com mortes violentas foram 1007, contra 826 realizadas no ano anterior. Um aumento de 181 mortes, o que significa um crescimento de 21,91% no clima de violência em toda a região.

Os números foram apresentados esta semana pelo gerente regional do CPC, Marcelo Iaghy Salame, que somente agora concluiu o balanço referente ao ano que passou.

Ranking

Pelo mapa, Marabá continua sendo líder do “ranking” das mortes violentas, 484 ao todo, seguido de Parauapebas, o segundo município mais violento de toda a região com 169 cadáveres.

No município pólo aconteceram 266 homicídios, sendo 191 por arma de fogo, 46 por arma branca e vinte e nove através de ações contundentes, onde as vítimas foram trucidadas.

Em Parauapebas foram 94 homicídios, sendo 59 através de tiros, 29 por facadas e seis por ações contundentes.

No ranking da violência o município de Itupiranga aparece em terceiro lugar com um total de 80 mortes, 56 por assassinato.

Jacundá, que já figurou como um dos mais violentos de toda a região, ano passado registrou dezesseis homicídios, onze deles por arma de fogo, três por arma branca e dois através de ações contundentes.

Mortes no trânsito

Ainda de acordo com o mapa do Centro de Perícias, no ano passado o trânsito matou 109 pessoas pelas ruas de Marabá, 35 morreram por afogamento, doze pessoas cometeram suicídio, por acidente de trabalho foram doze vítimas fatais. Outros vinte e um corpos passaram pelo IML por causa indeterminada, enquanto 29 constam do item “outros”, aquele que não especifica a causa da morte.

Em Parauapebas foram 36 vítimas de trânsito, 14 afogamentos e nove suicídios.

Em Itupiranga foram sete vítimas de acidente de trânsito, dois afogamentos e três suicídios.

Perícias

No total foram 5.028 em toda a região. Desse total, 3.273 foram em Marabá. As perícias envolvem toxicológico, balística, lesão corporal, incêndio, conjunção carnal, ato libidinoso, entre outros.

Condições de trabalho

Pelo volume do trabalho realizado em 2008, o quadro de funcionários lotados em Marabá já se apresenta bastante reduzido. Outra dificuldade encontrada pelo órgão está relacionada a falta de veículos para atender a demanda, principalmente na zona rural. A única viatura destinada para perícias e remoção de corpos, não é apropriada para terrenos irregulares. 

Fonte: Jornal Opinião

2 comentários:

Juca disse...

Zé, como disse Platão: O juiz não é nomeado para fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis.

Enquanto nosso judiciário julgar pensando no bolso esse números crescerão.Lugar de bandido é na cadeia ou debaixo da terra.

Anônimo disse...

O Peba precisa de um IML.
A maioria dos homicidios em Parauapebas envolve bebida alcoolica, é só olhar as manchetes dos períodicos locais (quase sempre o local do crime é um bar). O poder público deveria fazer sua parte, e proibir a venda de bebidas em locais de concessão pública ( ex. Mercado municipal, "costa p rua", entre outros). Já seria um começo.